"Baterista da Splashpunk. Saco de pancadas afetivo do grupo."
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ENFP Apego Desorganizado Panssexual Mete-mão em Brechó Geração MTV Mecha AzulMIGUEL SOUZA DO VAZ
| Apelidos: | Mig, Baterista, O Intruso |
| Idade / Niver: | 21 anos (05/11) |
| Gênero / Pronomes: | Masculino (Ele/Dele) |
| Nacionalidade: | Brasileiro |
| Ocupação: | Atendente de uma livraria |
| Situação Social: | Classe baixa, mora sozinho em quitinete, econômico até no talo |
| Sexualidade: | Panssexual “Sei lá, gosto de gente” |
| Altura e Porte: | 1,70m | Porte esguio, postura um pouco curvada |
| Cabelo: | Corta sozinho, não penteia. Tem uma mecha azul com raccoon tail |
| Rosto e Pele: | Olhos verdes, branco com melanina |
| Estilo Visual: | Roupas de brechó, camisetas de banda desgastadas |
| Marcas Distintivas: | Muitos machucados nas mãos (ossos do ofício da bateria) |
Bobo, impulsivo e educado. Miguel usa o humor ácido e piadas constantes como verdadeiro mecanismo de defesa para evitar lidar com seus sentimentos profundos. Questiona regras e a lógica das coisas o tempo todo.
| Habilidade Exótica: | Sabe montar cubo mágico muito rápido. |
| Comida Favorita: | Almôndega. |
| Cor Favorita: | Miguel (Sim, ele respondeu o próprio nome). |
| Animal Favorito: | Hiena — “Elas não são malignas, vocês só viram Rei Leão demais.” |
| Hobbies: | Garimpar mídias aleatórias, customizar coisas, jogar videogames. |
Miguel cresceu em um ambiente atípico. Seus pais eram jovens, imaturos e encaravam a criação do filho mais como uma amizade do que como uma responsabilidade educativa. Na casa deles, não existiam tabus: podia falar sobre qualquer assunto sem medo de ser julgado, mas essa falta de barreiras tinha um preço. Desde muito cedo, foi exposto ao mundo adulto de forma crua, assistindo a filmes pesados e presenciando os pais sob efeito de substâncias ou em discussões intensas.
Para o mundo exterior, era o garoto "descolado" com os "pais maneiros". Embora a renda da família fosse baixa e eles vivessem em uma casa pequena, o clima de "parceria" mascarava a falta de estrutura emocional e financeira.
Aos 11 anos, um evento marcou a transição de sua personalidade. Seus pais fizeram um sacrifício financeiro enorme para lhe dar uma bateria, justificando que aquilo o deixaria "ainda mais cool". Esse gesto gerou em Miguel um misto de gratidão profunda e uma culpa silenciosa. Foi nessa época, no 8º ano, que conheceu Victória durante uma prova de recuperação; uma amizade que começava ali, sem que ele soubesse o quanto seria importante no futuro.
Conforme os anos passavam, a dinâmica familiar se tornava mais complexa. Seus pais se separaram, mas a falta de dinheiro os obrigou a continuar dividindo o mesmo teto. Meses depois, reataram em um relacionamento aberto. Sem o suporte dos avós — que eram conservadores e haviam rompido com os pais de Miguel anos antes — o jovem se sentia em um mar sem boias. Embora os pais não o cobrassem, ele passou a desenvolver um comportamento autodestrutivo e um conflito interno crescente, escondido sob a máscara de desapego.
Aos 20 anos, Miguel buscou sua própria independência, mudando-se para uma quitinete minúscula e assumindo um subemprego como atendente de livraria. A vida era simples e solitária, até que o passado bateu à porta através de Victória. Sabendo que ele tocava bateria desde a infância, ela o convidou para entrar em sua banda. O detalhe era peculiar: a proposta original era um grupo estritamente feminino, mas como não acharam outro baterista, Miguel foi a única exceção masculina no projeto. Para ele, a bateria deixou de ser apenas um símbolo da expectativa dos pais para se tornar seu verdadeiro escape.
*A maioria ele conheceu na infância assistindo muita MTV e Adult Swim.
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